Linfadenopatia: avaliação de varáveis clínicas

Artigo: The predictive value of epidemiological characteristics, clinical and laboratory findings in adult lymphadenopathy etiology

cervicallymphnodesAutores: S. AKINCI, K. SILAY, e mais

Local: Yildirim Beyazit University, Ankara, Turkey

Fonte: European Review for Medical and Pharmacological Sciences 2015; 19: 2973-2977

Estudo: 150 pacientes submetidos a biópsia ganglionar. Os autores separaram, como desfecho, presença e ausência de neoplasia. Estudaram características clínicas e laboratoriais que antecederam a biópsia.

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Resultados: Os autores encontraram uma maior ocorrência de neoplasias em Continuar lendo →

Mecônio e enterocolite necrosante

Artigo: A Necrotizing Enterocolitis-Associated Gut Microbiota Is Present in the Meconium: Results of a Prospective Study

Autores: Fardou H. Heida, Anne G. J. F. van Zoonen e maisgut-image-2

Local: University Medical Center Groningen, The Netherlands

Fonte: Clinical Infectious Diseases 2016;62(7):863–70

Estudo: A enterocolite necrosante (NEC) é uma condição particular de neonatos prematuros ou de baixo peso, relacionada a desfechos graves. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento de NEC, em particular o desequilíbrio da microbiota fecal dos pacientes. O estudo e uma proposta de avaliação desta associação utilizando técnicas de biologia molecular (sequenciamento de rRNA 16-S). De 2012 a 2014 os autores acompanharam prospectivamente recém nascidos que se encaixavam nos critérios de inclusão:

  • IG<30 semanas e peso <1000g
  • IG<32 semanas e PIG/peso<1200g
  • RNs com cardiopatia que resultasse em provável diminuição de fluxo esplâncnico
  • RNs cujas mães apresentavam história prévia de tocólise com indometacina

Foram excluídos RNs com malformações Continuar lendo →

Infecção como efeito adverso de anti-inflamatórios

Os artigos aqui revisados são antigos, e a literatura é escassa, mas o assunto é extremamente importante.

  • Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) são usados em larga escala, tanto através de prescrição médica quanto como por automedicação. Esta classe de medicamentos é vendida livremente, em prateleiras de farmácias (OTC ou over the counter). Seus benefícios são inquestionáveis, 19-diet-pillsassim como seus efeitos adversos.
  • Muitos dos efeitos colaterais são conhecidos, como os problemas relacionados à agregação plaquetária (De forma diferente, os COX não seletivos e os COX-2 seletivos), sobre estômago e rins.

Vamos nos lembrar que os AINES agem numa fase crítica da resposta imune, o sistema inato, mais inespecífico, mas crucial para eliminação rápida de agressores: a cascata do ácido aracdônico.

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Este processo é disparado no momento em que há lesão de membranas celulares, com exposição de fosfolipídeos. Dentre os caminhos seguidos pela degradação de fosfolipídeos, chegamos às cicloxigenases, Continuar lendo →

Dois novos antimicrobianos

Artigo: Ceftazidime/Avibactam and Ceftolozane/Tazobactam: Second-generation β-Lactam/β-Lactamase Inhibitor Combinations

untitledAutores: David van Duin e Robert A. Bonomo

Local: Chapel Hill e Cleveland, Estados Unidos

Fonte: Clinical Infectious Diseases 2016;63(2):234–41

A revisão e comentários: Não existe perspectiva para lançamento próximo de antimicrobiano inovador, com mecanismo de ação novo, que seja realmente diferente do ponto de vista de perenidade e barreira ao desenvolvimento de resistência. No Brasil, esta  notícia é particularmente ruim pois já vivemos um problema de saúde pública com as bactérias gram-negativas:

a. Alta incidência de ESBL, forçando uso maciço de carbapenêmicos.

b. Alta resistência de bactérias não fermentadoras Continuar lendo →

Duração da antibioticoterapia no pé diabético com osteomielite

Artigo:Six-Week Versus Twelve-Week Antibiotic Therapy for Nonsurgically Treated Diabetic Foot Osteomyelitis: A Multicenter Open-Label Controlled Randomized Study

Autores:Alina Tone, Sophie Nguyen e mais

Local: Cinco hospitais, França

Fonte:Diabetes Care 2015;38:302–307

Estudo: Pacientes com infecções no pé diabético tratados em 5 hospitais entre 2007 e 2009 foram incluídos. Os pacientes foram randomizados de acordo com  a duração de tratamento (Tratamento curto – 6 semanas versus tratamento longo – 12 semanas de antibioticoterapia). dfo3Foram incluídos pacientes com pé diabético e infecção óssea (Infecção de >2 semanas Continuar lendo →

Recomendações para antibioticoterapia no trauma

Artigo: Systematic Review of the Literature and Evidence-Based Recommendations for Antibiotic Prophylaxis in Trauma: Results from an Italian Consensus of Experts

feature_traumaAutores: Daniele Poole, Arturo Chieregato e mais

Local: Italia

Fonte: PlosOne 2014;9(11): e113676

Recomendações: A antibioticoprofilaxia em trauma muitas vezes é recmendada tendo como base a “experiência pessoal”, o “risco dos pacientes” e as “condições higiênicas” do trauma.

Os autores foram muito felizes ao  propor esta revisão sistemática, ainda que limitada, mas tiveram o cuidado de mostrar que muitos destes pacientes ficarão expostos a riscos de infecção (procedimentos invasivos, permanência em UTI) por tempo prolongado, e após certo tempo de uso, o risco associado à antibioticoterapia suplantará os benefícios.

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Sua revisão teve grande Continuar lendo →

Multirresistência na comunidade: um caso à parte

Artigo: Community-Acquired Pyelonephritis in Pregnancy Caused by KPC-Producing Klebsiella pneumoniae

C_Diff_InfectionAutores:Asma Khatri, Nina Naeger Murphy, e mais

Local: EUA e Australia

Fonte: Antimicrob. Agents Chemother. August 2015 59:8 4365

O estudo: Trata-se de um relato de caso de infecção urinária causada por Klebsiella pneumoniae produtora de KPC adquirida na comunidade. A paciente (gestante, 18a. semana, sem fatores de risco) recebeu inicialmente ceftriaxona, mas com o resultado da cultura foi trocado para meropenem + fosfomicina, com resolução clínica.

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Ela apresentou recaída Continuar lendo →

É preciso fazer cobertura para Listeria no tratamento empírico da meningite?

Artigo: Meningitis por Listeria monocytogenes en adultos

Autores: Pedro Laguna-Del Estal, Gemma M. Lledó-Ibáñez, Roberto Ríos-Garcés, Ilduara syringe-128Pintos-Pascual

Local: Espanha

Fonte: Rev Neurol 2013 56(1): 13-18.

Estudo: Uma revisão retrospectiva de fatores de risco para meningite causada por Listeria monocytogenes (ML) em adultos de 1982 a 2011. O grupo controle foi composto de pacientes com meningite purulenta não causada pela Listeria (MnL) neste período.

Resultados: Foram recuperados registros de 16 ML e 87 MnL. As características epidemiológicas das duas meningites são diferentes, como esperado. A Listeria é mais encontrada em idosos e imunocomprometidos. As características do líquido cefalorraquidiano Continuar lendo →

Ceftriaxona ou Penicilina para Sífilis?

Artigo: Meta-analysis of ceftriaxone compared with penicillin for the treatment of syphilis

sifilis-vdrlAutores: Zhen Liang e mais

Fonte: International Journal of Antimicrobial Agents 47 (2016) 6–11

Local: China

Estudo: Os autores realizaram meta-análise comparando tratamento da sífilis com penicilina benzatina e ceftriaxona. Como critério, foram incluídos estudos abordando sífilis primária, secundária ou latente (terciária excluída), em pacientes sem alergia à penicilina.

Os desfechos foram observados através de seguimento com 3, 6 e 12 meses. Foram avaliados: (i) taxas de resposta e (ii) taxas de recaídas. Resposta foi definida como redução ≥4-vezes nos títulos VDRL/RPR , sem aumento de títulos no período.Recaída foi definida como aumento nos títulos após queda do VDRL/RPR  ≥4-vezes. Soropersistência foi definida como manutenção dos títulos após tratamento, sem manifestações clínicas, e falha como aumento ≥4 vezes após resposta inicial,título persistente ≥1:64, ou progressão clínica da doença.

Resultados: De 969 artigos encontrados na busca bibliográfica, sete se encaixaram nos critérios de inclusão e exclusão. 281 pacientes fizeram parte da análise. Os esquemas de ceftriaxona foram bastante diferentes de acordo com o estudo. Um dos esquemas variou de 2 g IM por dia, por dois dias, até Continuar lendo →

Cicatriz da BCG: algo a ser visto

Artigo:  Development of BCG Scar and Subsequent Morbidity and Mortality in Rural Guinea-Bissau

tuberculosis-01Autores: Line Storgaard, Amabelia Rodrigues e mais

Local:  Guine-Bissau e University of Southern Denmark/Odense University Hospital

Fonte:  Clinical Infectious Diseases 2015;61(6):950–9

O estudo:  Os autores avaliaram através de visitas semestrais 18048 cranças que desenvolveram cicatriz da vacina BCG e 16402 que não desenvolveram. As crianças foram acompanhadas até o quinto ano de vida. Continuar lendo →