Artigo:Infective Endocarditis in Adults: Diagnosis, Antimicrobial Therapy, and Management of Complications.
Autores: Larry Baddour e mais
Local: American Heart Association ratificada pela Infectious Diseases Society of America.
Fonte: Circulation. 2015;132:1435-1486.
Comentários sobre o guideline: A endocardite bacteriana é uma infecção grave, de manejo complexo, um dos maiores capítulos de qualquer tratado de cardiologia ou infectologia. Um guideline significativo, ainda que não abordando todos os aspectos me detalhes da doença, é sempre bem vindo.
Diagnóstico
A modificação mais improtante foi a inclusão da bacteremia pelo Staphylococcus aureus como critério major. Os critérios de Duke modificados continuam sendo a abordagem diagnóstica mais apropriada, ainda que com algumas limitações.

O número de hemoculturas a serem coletadas é de três, com intervalo de uma hora. Alguns livros recomendam seis coletas. Outro fato importante é que o fluxograma de diagnóstico recomenda abordagem inicial com ecocardiografia transtorácica. A indicação da ecocardiografia transesofágica fica mais evidente para pacientes com alto grau de suspeita cujo exame transtorácico resultou negativo, ou nos pacientes de alto risco.


Tratamento cirúrgico
As indicações de tratamento cirúrgico agora inclui bloqueio persistente. Nos últimos anos observamos uma maior flexibilidade para indicação cirúrgica.

Tratamento antimicrobiano
O guideline tem uma discussão sobre efeito inóculo e farmacodinâmica que é inovadora na discussão desta doença. O manejo de dose e intervalo de administração são críticos.
Muito importante também é a indicação de esquema antimicrobiano de acordo com a epidemiologia/fator predisponente do paciente.
Cabe lembrar que algumas recomendações não são aplicáveis ao Brasil O S. aureus resistente à oxacilina comunitário é endêmico nos EUA, mas não no Brasil. A oxacilina ainda é o agente estafilococcida de maior potência entre nós.


Marcado:Endocardite, Infecções estafilocócicas, Infecções estreptocócicas
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