Artigo: Genital Herpes and Its Treatment in Relation to Preterm Delivery
Autores: De-Kun Li, Marsha A. Raebel, T. Craig Cheetham, Craig Hansen, Lyndsay Avalos, Hong Chen, eRobert Davis
Local: Kaiser Foundation Research Institute.Oakland, California
Fonte: Am J Epidemiol. 2014;180(11):1109–1117
O estudo: Os autores estudaram a relação entre a reativação de herpes durante a gestação e a ocorrência de parto pré-termo. Trata-se de estudo de coorte, onde os autores acompanharam as condutas dos médicos assistentes. Pacientes com herpes genital durante a gestação (diagnóstico pelo médico assistente, triagem pelo CID). Mulheres que não utilizaram nenhuma terapêutica específica foram comparadas com aquelas que utilizaram antiviral sistêmico (aciclovir 99%, famciclovir 1%). Mulheres que utilizaram somente a preparação tópica foram excluídas.
Resultados: Os autores observaram que o diagnóstico de herpes genital no primeiro e segundo trimestre de gestação aumentou o risco de parto pré-termo em 2,23 vezes. O uso de antiviral sistêmico reduziu o risco de parto pré-termo a níveis comparáveis às mulheres que não tiveram manifestações.
Gestantes que receberam 10 dias ou menos de antivirais tiveram o mesmo desfecho daquelas que trataram por 10 ou mais dias.
Comentários: Sendo um estudo baseado em vigilância de prontuário, os resultados são questionáveis. Eles dependeram da acurácia diagnóstica do médico, da precisão de seu registro. Os próprios autores reconheceram que alguns dos casos reportados deviam ser de herpes oral. Apesar das grandes limitações destes estudos usando base de dados, o imenso número de casos selecionados entre 1997 e 2010 (neste caso, 6662.913 pares mãe-filho) nos fazem tender a acreditar nos dados. No entanto, as deficiências de diagnóstico, registro, avaliação homogeneizada enfraquecem grandemente o peso das conclusões. De toda forma, é uma evidência que sugere que o herpes genital deve ser tratado durante a gestação sem medo.
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