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Colistina em dose alta

Artigo:  The Effectiveness and Safety of High-Dose Colistin: Prospective Cohort Study

14t0aybAutoresYael Dishon Benattar  e mais

Local: Israel

FonteClinical Infectious Diseases 2016;63(12):160512

Estudo: Os autores utilizaram dados de dois coortes prospectivos que realizaram, um comparando a colistina com outro betalactâmicos, outro avaliando posologia. Os autores compararam a dose tradicional de  36 MIU por dia, sem dose de ataque, com o esquema de  9 MIU (dose de ataque) seguido de 4,5 MIU a cada doze horas (1 MIU = 30 mg colistina base). Ajuste de dose após início de tratamento foi permitido, mantendo-se a proporcionalidade da dose.

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Marcadores inflamatórios: a evidência

Artigo: Acute Phase Reactants in Infections: Evidence-Based Review and a Guide for Clinicians

Autores:  Anurag Markanday

biomarkerLocal:  British Columbia, Canada

Fonte:  Open Forum Infectious Diseases 2015

A revisão:  O autor revê a utilização de VHS, PCR e procalcitonina em diversas situações específicas, resumidamente transcrita em tabelas. Os resultados mostram que os biomarcadores podem diminuir o consumo de antimicrobianos, especialmente relacionado à duração de terapia, como exposto na tabela 2, que analisa a terapia guiada por procalcitonina.. No caso da pneumonia, alguma evidência quanto à redução de indicação. O mesmo não ficou tão bem estabelecido para sepse.

Comparando a  sensibilidade e especificidade para diagnóstico de infecção bacteriana da procalcitonina, o autor cita os seguintes resultados:

Diagnóstico de infecção bacteriana Sensibilidade Especificidade
Procalcitonina 0,88 (0.80–0.93) 0.81 (0.67–0.90)
Proteína C reativa 0.75 (0.62–0.84) 0.67 (95% CI, 0.56–0.77)

Uma especificidade de 81%, como observada na procalcitonina, pode ser considerada Continuar lendo

Acetoaminofen e febre em pacientes graves

Artigo: Acetaminophen for Fever in Critically Ill Patients with Suspected Infection

Autores: Paul Young, Manoj Saxena, Rinaldo Bellomo, e New Zealand Intensive Care Society Clinical Trials Group

Local: Multicêntrico – Nova Zelândia

Fonte: N Engl J Med. 2015 Dec 3;373(23):2215-24

O estudo: Os autores estudaram a relação entre o uso de acetoaminofen para tratamento de febre em pacientes com infecção, dentro da UTI e os desfechos mais importantes (Óbito, tempo de permanência, e o tempo de internação livre de UTI). Informações prévias sugerem que o controle da febre poderia melhorar a resposta adaptativa celular, diminuir crescimento bacteriano e aumentar o efeito dos antimicrobianos, melhorando a mortalidade.Estudo randomizado com 344 pacientes em cada braço. O desfecho principal foi o tempo livre de UTI (que combina permanência e óbito).
Resultados: O tempo livre de UTI foi de 23 dias para o grupo que recebeu acetaminofen e de 22 dias para o grupo placebo. Não foram observadas diferenças de mortalidade.
Comentários: Um estudo bem desenhado, usando acetoaminofen por curto período. A sugestão é que o controle da febre (com acetoaminofen) não altera os desfechos mais importantes para o paciente. Isto pode levar a uma nova visão sobre uso de medicamentos “sintomáti