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Vitamina D e infecções respiratórias

 

Artigo:  Vitamin D supplementation and risk of respiratory tract infections: A meta-analysis of randomized controlled trials

Autores:  SONG MAO & SONGMING HUANG

Local:  Department of Nephrology, Nanjing Children ’ s Hospital of Nanjing Medical University, Nanjing, Chinabedmed-ingestc3a3o-da-vitamina-d

Fonte:  Scandinavian Journal of Infectious Diseases, 2013; 45: 696–702

O estudo:  Os autores realizaram revisão sistemática e meta-análise dos estudos que tentaram correlacionar a suplementação de vitamina D e a ocorrência de infeções do trato respiratório.

Resultados:  De 408 artigos selecionados Continuar lendo

Corticóides para pneumonia

Artigo:   Corticosteroid Therapy for Patients Hospitalized With Community-Acquired Pneumonia A Systematic Review and Meta-analysis

Autores:  Reed A.C. Siemieniuk,; Maureen O. Meade e mais

Fonte:   Ann Intern Med. 2015;163:519-528.

annals-im-logo1O estudo:  Os autores revisaram a literatura e realizaram meta-análise tentando associar a terapia adjuvante com corticoides na pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e seus impactos na mortalidade, morbidade e duração de hospitalização. Eles incluíram estudos que avaliaram tratamento de pneumonia (com exceção de hospitalar, aspirativa, P.jirovecii e estudos que analisaram somente DPOC).

Resultados:  Os autores encontraram 3281 artigos, mas tiveram que fraciona-los porque muitos deles estudaram um desfecho importante para a análise sistemática, mas não outros igualmente relevantes. Assim, para cada desfecho específico, poucos estudos foram incluídos (em geral 5 a 7). Além disto, especialmente nos ensaios ligados a estudos Continuar lendo

A vacina anti-pneumocócica protege contra o carreamento nasofaríngeo da bactéria?

Artigo:  The Efficacy and Duration of Protection of Pneumococcal Conjugate Vaccines Against Nasopharyngeal Carriage

Autores:  Olivier Le Polain De Waroux, Stefan Flasche, David Prieto-Merino, David Goldblatt, MBChB, e W. John Edmunds

Local: Centre for the Mathematical Modelling of Infectious Diseases, Department of Infectious Disease Epidemiology, London School of Hygiene and Tropical Medicine;

Fonte:  Pediatr Infect Dis J 2015;34:858–864

O estudo:  Neste estudo utilizando a metodologia de meta-regressão, foram incluídos publicações com os seguintes critérios: (i) Metodologia intervencional (ii) Análise de taxa de portadores nasofaríngeos nos grupos vacinados e controle (iii) crianças vacinadas nos esquemas de 3 doses ou 2 doses + reforço. As vacinas avaliadas foram a 7-, 9- e 11-valente.download (1)

Resultados:   Foram avaliados 22 estudos, num total de 14298 crianças. A proteção em 6 meses foi de 57% (IC95%: 50–65%), variando por sorotipo (de 38% a 80%). A longo prazo, cinco anos, também foi observada proteção – 42% (IC95% 19–54%).

Comentários:   O carreamento nasofaríngeo do pneumococo é importante por duas razões: a) O carreamento antecede o adoecimento; b) o carreamento nasofaríngeo é responsável pela transmissão, e portanto, pela imunidade coletiva (herd immunity). Os resultados positivos deste estudo são importantes, apesar das possíveis deficiências (como toda “metaanálise”, dificuldade de padronização, falta de padronização de desfechos e falta de informação sobre outras vacinas). A principal informação clínica é entender que a vacina também tem valor epidemiológico, reduzindo transmissão da bactéria.

Pneumonia adquirida na comunidade: monoterapia com β–lactâmico?

Artigo:  Antibiotic Treatment Strategies for Community-Acquired Pneumonia in Adults

Autores:  Douwe F. Postma, Cornelis H. van Werkhoven, e  the CAP-START Study Group

Local:  Multicêntrico, Holanda

Fonte:  N Engl J Med 2015;372:1312-23

O estudo:  O estudo teve como alvo a avaliação da necessidade ou não da cobertura de agentes atípicos (com macrolídeo ou quinolona), associado a um β–lactâmico. O desenho foi prospectivo, e o critério de inclusão foi o de adultos com pneumonia adquirida na comunidade (PAC) com escore CURB-65>2. Durante o estudo, a cada 4 meses o esquema de eleição das instituições era alterado: monoterapia com β–lactâmico (período 1), β–lactâmico+macrolídeo (período 2), monoterapia com quinolona (período 3). O desfecho primário foi mortalidade em 90 dias, por qualquer motivo. Os desfechos secundários foram tempo de hospitalização, tempo para troca para medicação oral, e detecção de complicações durante a hospitalização.

Resultados:  Durante o período 1 foram incluídos 656 pacientes, 739 durante o período 2 e 888 durante o período 3.  A mortalidade em 90dias foi, respectivamente, (59 pacientes), 11.1% (82 pacientes), e 8.8% (78 pacientes). Comparando as três estratégias, não foi demonstrada inferioridade da monoterapia com β–lactâmico, quando comparado com os demais esquemas. Esta afirmação serve tanto para o desfecho primário, como para os secundários.

pac

Comentários: A literatura referente a este assunto em geral tende a mostrar Continuar lendo