Arquivo da tag: Infecções respiratórias

Máscaras N95 e infecções respiratórias

ArtigoEffectiveness of N95 respirators versus surgical masks in protecting health care workers from acute respiratory infection: a systematic review and meta-analysis

02AutoresJeffrey D. Smith e mais

Local: Canada

FonteCMAJ,  2016, 188(8): 567

Estudo: Os respiradores N95 (erronea, mas rotineiramente chamados de máscaras N95) são equipamentos que em teoria possuem proteção para contaminação por agentes respiratórios, seja através de gotículas maiores ou aerossóis, ao contrário das máscaras comuns. Suas desvantagens são o custo e o desconforto para profissionais. As infecções respiratórias agudas, como a influenza, são mais frequentemente transmitidas por Continuar lendo

Coqueluche na infância

Artigo: Pertussis in infants: an underestimated disease

Autores: Anna Chiara Vittucci e maisfm-pertussis-2-5-300x274

Local: Roma, Itália

Fonte:  BMC Infectious Diseases (2016) 16:414

Estudo: Os autores analisaram crianças<90 dias de idade, hospitalizadas com quadro respiratório agudo diagnosticado entre 2011 e 2013 que realizaram não somente painel de vírus respiratório, mas PCR para Bordetella pertussis.

Resultados: De 215 pacientes analisados, 53 (24,7%) Continuar lendo

Rinovírus é um problema a mais

Artigo:Hospitalizations and outpatient visits for rhinovirus-associated acute respiratory illness in adultsrhinovirusrhino2

Autores:E. Kathryn Miller

Local: Nashville e Pittsburgh

Fonte: J Allergy Clin Immunol 2016;137:734-43.

Estudo: A partir de um estudo para avaliação da infecções causadas pelo vírus influenza, os autores realizaram um coorte visando analisar os desfechos das infecções causadas pelos rinovírus (RV).

Resultados: Dentre os pacientes com infecções respiratórias agudas, os RV foram isolados em 364 (6,9%) pacientes no serviço de emergência, 795 (3%) pacientes hospitalizados e em 469 (Taxa não calculada) pacientes ambulatoriais. Pacientes Continuar lendo

Meu paciente está com “defesas baixas”?

Na clínica diária é frequente o paciente se queixar de “resistência baixa” e que deseja prescrição de vitaminas para “aumentar as defesas”. Na imensa maioria das vezes em que uma investigação é feita, nenhuma alteração é encontrada. Nenhuma surpresa. A sensação de defesas baixas vem devido a:

immunodeficiency-disordersa) Infecções de repetição, muitas vezes infecções respiratórias leves, cuja ocorrência mais frequente num ano ocorre por questões epidemiológicas (maior circulação de vírus/ período prévio mais prolongado sem infecções, gerando maior suscetibilidade;

b) Infecções recorrentes como infecções urinárias ou herpes simples, cujas causas são diferentes, em geral não relacionada a imunodeficiências;

c) Sensação de cansaço ou estafa.

Na verdade, a pergunta é: quando suspeitar que o paciente apresenta uma imunodeficiência?

As imunodeficiências são variadas

Inicialmente, é importante entender que o sistema imune é complexo e Continuar lendo

Vitaminas e infecções

As vitaminas são um grande mito moderno, parte do imaginário da população. Acredita-se no poder das vitaminas como um purificador, um detox, um restaurador de energias e das defesas.Produtos naturais,  sem toxicidade, desprovidos de interesses econômicos.

vitaminsNada é tão simples. As vitaminas estão no centro mais duro da medicina alopática. Elas representam o processo bioquímico que facilita a vida celular. Sua deficiência significa uma gênese de doença. Esta é a visão da medicina ocidental, científica, baseada em processos celulares e bioquímicos.

A suplementação também é parte deste processo. Os suplementos são substâncias sintetizadas artificialmente, concentradas para garantir uma superdosagem. Comercializadas por grandes fabricantes. Além disto, a superdosagem eventualmente pode estar associada a eventos adversos. A superdosagem de vitamina C pode aumentar o risco de desenvolvimento de cálculos urinários. A reposição de vitaminas processadas industrialmente é qualquer coisa menos medicina natural.

Mas a real pergunta, a que interessa, é: a suplementação realmente funciona? Nesta página, por diversas vezes este assunto foi abordado. Agora é a vez de compreender o papel dos polivitamínicos.

Suplementação e deficiência vitamínica

Numa importante revisão sistemática publicada em 2006, o AHRQ (Agency for Healthcare Research and Quality), entidade oficial americana,  mostrou que os multivitamínicos Continuar lendo