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Escore para previsão de gravidade: Gripe A (H1N1)

Artigo: Score to identify the severity of adult patients with influenza A (H1N1) 2009 virus infection at hospital admissionimage_thumb25255b525255d

Autores:A. Capelastegui & J. M. Quintana e mais

Local: The CIBERESP Cases and Controls in Pandemic Influenza Working Group, Spain

Fonte: Eur J Clin Microbiol Infect Dis (2012) 31:2693–2701

Estudo: Para desenvolver um escore prognóstico no momento de chegada do paciente ao
pronto socorro ou ambulatório, os autores realizaram um coorte prospectivo em 36 hospitais na Espanha.  Dentro do coorte realizaram um estudo caso-controle. Eles compararam os possíveis fatores de caso entre os casos (definidos como paciente com infecção comprovada por H1N1 com permanência hospitalar>24h). O desfecho considerado de gravidade foi um composto (SIHC) que incluiu sepse, SARA, necessitade de entubação ou parada cardio-respiratória durante a internação.

Resultados: 618 pacientes foram incluídos no Continuar lendo

Qual é a gravidade da infecção causada pelo Influenza A H1N1?

Após a pandemia de 2009, muitos conceitos ficaram marcados com relação à gripe causada pelo vírus Influenza A H1N1. O que observamos é a ideia de que que a infecção causada pelo H1N1 é mais grave que aquela causada pelos demais vírus. Se por um ponto há algo positivo, que passamos a elencar o vírus influenza como um causador de doenças graves, e não somente uma “pequena gripe” ou “resfriado”, por outro lado ainda mantemos a ideia de que necessitamos de áreas especiais de isolamento e que somente o H1N1 deve ser pesquisado nas doenças graves.  O que há de verdade nestes conceitos?

O que há de especial no H1N1?

Em primeiro lugar vamos lembrar resumidamente das mutações do vírus que Influenza, que são as maiores, mas não únicas, determinantes da gravidade.

flulengthened-c67edec1e228dd09bc1cbbfdc25fbc170b283bfa-s800-c85Um vírus circulante, por exemplo um H3N2, sofre anualmente algumas poucas variações, mutações chamadas de “drift”. Muitos indivíduos já foram expostos a este vírus circulante. Quando entram em contato com uma variante “drift” do mesmo vírus, possuem defesas parciais. Desta forma, adquirem o vírus, manifestam infecção (gripe, influenza), mas a proteção parcial reduz muito o risco de doença grave. Por isto, Continuar lendo