Arquivo da categoria: Infecções em serviço de urgência

qSOFA ou SIRS?

Artigo: Comparison of qSOFA score and SIRS criteria as screening mechanisms for emergency department sepsis

sepsis checklistAutores: Haydar S, e mais

Local: Tufts University School of Medicine,  Portland,  United States

Fonte:American Journal of Emergency Medicine (2017)

Estudo: Este pequeno estudo procura comparar os critérios qSOFA e SIRS para uso no protocolo de sepse. Continuar lendo

Infecção urinária resistente e menopausa

ArtigoAntimicrobial Resistance Patterns in Women with Positive Urine Culture: Does Menopausal Status Make a Significant Difference?

urinary-tract-infection-640732AutoresPawel Miotla e mais

LocalLublin, Polonia

FonteBioMed Research International Volume 2017, Article ID 4192908

Estudo: Os autores estudaram a incidência de resistência bacteriana e as diferenças dos padrões de resistência bacteriana em Continuar lendo

Uso de antimicrobianos na pneumonia viral

Artigo:Impact of antibacterials on subsequent resistance and clinical outcomes in adult patients with viral pneumonia: an opportunity for stewardship

Antibiotics - Medical Concept. Composition of Medicamen.Autores: Matthew P. Crotty e mais

Local: Saint Louis, EUA

FonteCritical Care (2015) 19:404

Estudo: Os autores estudaram o impacto da antibioticoterapia em pneumonia viral dos desfechos clínicos e no desenvolvimento de resistência. Continuar lendo

Quinolonas versus macrolídeos no tratamento da Legionelose

Artigo: Quinolones versus macrolides in the treatment of legionellosis: a systematic review and meta-analysis.

istock_000008658139mediumAutores: C. Burdet e mais.

Local: França.

Fonte: J Antimicrob Chemother. 2014 Sep;69(9):2354-60.

Estudo: Os autores decidiram analisar as publicações comparando o uso de quinolonas versus o uso de macrolídeos no tratamento da legionelose. Os desfechos abordados foram:

  • Primário – Mortalidade.
  • Secundários – Tempo para defervescência da febre, tempo de permanência hospitalar, ocorrência de complicações (segundo critérios dos autores dos estudos), necessidade de ventilação mecânica e eventos adversos.

Foram considerados para a revisão sistemática artigos Continuar lendo

Escore para previsão de gravidade: Gripe A (H1N1)

Artigo: Score to identify the severity of adult patients with influenza A (H1N1) 2009 virus infection at hospital admissionimage_thumb25255b525255d

Autores:A. Capelastegui & J. M. Quintana e mais

Local: The CIBERESP Cases and Controls in Pandemic Influenza Working Group, Spain

Fonte: Eur J Clin Microbiol Infect Dis (2012) 31:2693–2701

Estudo: Para desenvolver um escore prognóstico no momento de chegada do paciente ao
pronto socorro ou ambulatório, os autores realizaram um coorte prospectivo em 36 hospitais na Espanha.  Dentro do coorte realizaram um estudo caso-controle. Eles compararam os possíveis fatores de caso entre os casos (definidos como paciente com infecção comprovada por H1N1 com permanência hospitalar>24h). O desfecho considerado de gravidade foi um composto (SIHC) que incluiu sepse, SARA, necessitade de entubação ou parada cardio-respiratória durante a internação.

Resultados: 618 pacientes foram incluídos no Continuar lendo

Tempo de início de antibioticoterapia na meningite

Artigo: Time to antibiotic therapy and outcome in bacterial meningitis: a Danish population based cohort study.

Autores: Jacob Bodilsen e maismascara_meningite-6534290

Local: Dinamarca

Fonte: BMC Infectious Diseases (2016) 16:392

Estudo: Os autores analisaram todos os casos de meningite bacteriana registrados no laboratório de microbiologia da instituição. A partir dos dados de cultura positiva, definiram a meningite clinicamente, e excluíram casos <16anos, abscessos cerebrais e infecções hospitalares. O tempo entre a chegada ao hospital e o momento de administração do antimicrobiano foi confrontado com a mortalidade e o sucesso da terapêutica.

Resultados: Dos 195 pacientes triados, 173 foram analisados. O tempo médio para antibioticoterapia foi de Continuar lendo

Sepse além dos protocolos

Artigo: The association between time to antibiotics and relevant clinical outcomes in emergency department patients with various stages of sepsis: a prospective multi-center study

tiogmqbl1Autores:  Bas de Groot, Annemieke Ansems e mais

Local:  Leiden University Medical Center, Holanda

Fonte: Critical Care (2015) 19:194

O estudo:  Estudo multicêntrico, prospectivo, buscando analisar o impacto da antibioticoterapia imediata em sepse, de acordo com a gravidade. Esta foi avaliada através do Escore PIRO: 1 a 7 pontos, leve, 8-14 pontos, intermediária e >14 pontos, grave. O desfecho primário foi o número de dias fora do hospital em 28 dias após o diagnóstico (que reflete mortalidade e tempo de permanência hospitalar – quanto maior o tempo, menor a mortalidade ou tempo de hospitalização) e o desfecho secundário foi a mortalidade no 28º. dia após o diagnóstico.  Também foi analisado o acerto de espectro de cobertura.

Resultados:  Através da análise multivariada de Cox, os autores chegaram à conclusão que não houve benefício do rápido início de antibioticoterapia nos pacientes com sepse “leve” ou intermediária, escore de Piro <14 pontos. O acerto da cobertura antimicrobiana foi Continuar lendo

É preciso realizar uma tomografia em caso de suspeita clínica de meningite?

A meningite é uma infecção grave, potencialmente letal e associada ao desenvolvimento de sequelas importantes. O estabelecimento rápido de diagnóstico e tratamento são images-12críticos, tanto que a meningite é considerada uma emergência infecciosa. Seu diagnóstico é realizado através do exame clínico e análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). No entanto, alguns pacientes podem desenvolver herniação cerebral, razão pela qual alguns serviços optam pela realização de tomografia computadorizada de crânio (TC-C) antes da realização do LCR.  Esta medida de ‘proteção’ de pacientes diminui risco de mortalidade? Dois estudos estão resumidos em seguida no intuito de se tornar esta discussão lúcida.

Qual é a importância do LCR na meningite?

Os autores revisaram retrospectivamente os desfechos de 111 pacientes que tiveram o diagnóstico de meningite. O critério para indicação de TC-C e/ou LCR foi determinado pelo médico assistente. Dois grupos foram incluídos, o grupo 1, com pacientes atendidos entre 2001 e 2004, e o grupo 2, entre 2006 e 2009. Os grupos eram diferentes. No grupo 1, 53% das meningites eram virais, e no grupo 2, 80%.

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No grupo 1 foi observada uma maior ocorrência de casos graves. Dezenove pacientes apresentavam rebaixamento do estado de consciência pela escala de Glasgow, 14 apresentavam Continuar lendo

Rinovírus é um problema a mais

Artigo:Hospitalizations and outpatient visits for rhinovirus-associated acute respiratory illness in adultsrhinovirusrhino2

Autores:E. Kathryn Miller

Local: Nashville e Pittsburgh

Fonte: J Allergy Clin Immunol 2016;137:734-43.

Estudo: A partir de um estudo para avaliação da infecções causadas pelo vírus influenza, os autores realizaram um coorte visando analisar os desfechos das infecções causadas pelos rinovírus (RV).

Resultados: Dentre os pacientes com infecções respiratórias agudas, os RV foram isolados em 364 (6,9%) pacientes no serviço de emergência, 795 (3%) pacientes hospitalizados e em 469 (Taxa não calculada) pacientes ambulatoriais. Pacientes Continuar lendo

Antibioticoterapia na pneumonia: tão rápido quanto na sepse?

Artigo: Hospital-reported Data on the Pneumonia Quality Measure ‘‘Time to First Antibiotic Dose’’ Are Not Associated With Inpatient Mortality: Results of a Nationwide Cross-sectional Analysis

Autores:  Erin Quattromani, Emilie S. Powell e mais

Local:  530 hospitais nos Estados Unidos

Fonte:  ACADEMIC EMERGENCY MEDICINE 2011; 18:496–503

O estudo:  Os autores aproveitaram os dados do MEDICARE, selecionando todos os pacientes com CIDs relacionados à pneumonia no ano de 2007. O desfecho observado Continuar lendo