Artigo: Activity of plazomicin in combination with other antibiotics against multidrug resistant Enterobacteriaceae

Autores: M. Thwaites e mais
Local: Kalamazoo, MI, USA
Fonte: Diagnostic Microbiology and Infectious Disease -Available online 11 July 2018
Estudo: O estudo mostrou atividade da plazomicina isoladamente ou combinada com diversos antimicrobianos sobre cepas de E. coli e Klebsiella sp.
Resultados: A análise mostrou boa sensibilidade à plazomicina, mesmo em bactérias multirresistentes. A ação foi melhorada com adição de piperacilina-tazobactam ou meropenem, sugerindo sinergismo.


Comentários: Neste momento, e para um futuro próximo, nosso arsenal para tratamento de bactérias gram-negativo (em especial por via oral) é bastante limitado. Entre os diversos argumentos utilizados para se justificar a escassez de novos drogas é o custo de desenvolvimento de medicamentos com princípios inovadores e o baixo retorno conferido pelos antimicrobianos. O que temos visto é o lançamento de novas drogas que são somente a alteração química de uma classe já existente. Algumas vezes esta alteração é denominada por gerações, outras vezes é criada uma nova classe especialmente para esta droga modificada.
Embora exista uma classe nova criada para a plazomicina, a maioria das citações, inclusive este artigo, denominam a plazomicina como uma nova geração de aminoglicosídeo, não como um princípio inovador.
Por um lado é ótimo que tenhamos uma nova alternativa, tanto para tratamento das KPC, mas principalmente para o advento das infecções urinárias ‘intratáveis’, o que não parece ser uma realidade tão distante.
No entanto, além do mesmo perfil de toxicidade, antimicrobianos sem princípios inovadores possuem a tendência de rápido desenvolvimento de resistência, uma vez que as bactérias alvo possuem arsenal genético, caminho para a perda de sensibilidade. Neste caso não somente porinas, mas principalmente enzimas inativadoras. No presente momento, existem bactérias que possuem genes que codificam enzimas inativadoras a nível de cromossomo (menos transmissíveis entre cepas e espécies). Não existem enzimas plasmideais. Mas isto aconteceu com a amicacina, décadas atrás. Durante um tempo ela era considerada mais resistente à ação de enzimas inativadoras. Hoje a realidade é outra. Enquanto não temos nenhum novo antimicrobiano inovador, que seja muito bem vinda a plazomicina, recentemente liberada para tratamento de infecções urinárias complicadas.
Marcado:Antibiótico, Infecção urinária
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