Artigo: A Single 17D Yellow Fever Vaccination Provides Lifelong Immunity; Characterization of Yellow-Fever-Specific Neutralizing Antibody and T-Cell Responses after Vaccination
Autores: Rosanne W. Wieten e mais
Local: Holanda
Fonte: PLoS ONE 11(3): e0149871.
Estudo: Em julho de 2016 a OMS alterou suas recomendações sobre a vacinação da febre amarela, não recomendando mais reforços a cada 10 anos. Uma única dose teria a capcidade de conferir proteção por toda a vida. Vários estudos foram utilizados para embasar esta decisão. Os títulos de anticorpos neutralizantes decaem durante a vida, mas podem permanecer detectáveis por 30 a 35 anos. Como a doença não é tão frequente, tem caráter epidêmico, estudos de eficácia não são tão fáceis de se desenhar como no caso de infecções como a influenza. Este estudo teve como objetivo analisar a duração da proteção conferida pela vacina tendo como a produção de anticorpos e também o perfil de células T CD8+ específicos para a febre amarela, que também é induzida pela vacinação. Os autores fizeram um coorte analisando a resposta de células CD8+ específicas, em pacientes após a primeira vacinação e após o reforço. Resumindo os pontos que são imediatamente mais importantes, os autores procuraram entender se o reforço geraria resposta diferente daquela da primovacinação.

Resultados: Os autores encontraram 180 dias após a vacinação, e mesmo após 9 anos, presença de anticorpos e principalmente de células CD8+ com resposta específica, sugerindo que a duração da proteção é prolongada. Curiosamente estas células são polifuncionais, sugerindo um desenvolvimento de resposta peculiar. Os reforços vacinais não alteraram a quantidade e função destas células, sugerindo que os reforços são pouco benéficos.
Comentários: Este é estudo é rico e detalhado, por isto foi bastante resumido, basicamente para confirmar que a duração da imunidade celular, e não somente da humoral, desencadeada pela vacina, é prolongada. Óbvio que seria interessante termos dados sobre falhas vacinais e outros dados clínicos que estão disponíveis, mas que são limitados devido à frequência da doença e limitações éticas. Mas os dados que embasam a decisão da OMS, que jamais faria uma recomendação de risco, são fortes o suficiente para gerar a segurança da proteção em uma única dose.
Marcado:febre amarela, Vacina
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