Artigo: Impact of contact precautions on falls, pressure ulcers and transmission of MRSA and VRE in hospitalized patients
Autores: S. Gandra a, C.M. Barysauskas, D.A. Mack, B. Barton, R. Finberg, R.T. Ellison III
Local: Massachusetts
Fonte: Journal of Hospital Infection 88 (2014) 170e176
O estudo: Comparativo, analisando os indicadores: quedas e úlceras de pressão em portadores e não portadores de MRSA/VRE. Os dados foram ajustados por gravidade.O estudo também analisou (embora não fosse o objetivo principal) a taxa de colonização pelos agentes citados.
Resultados: Foi observada uma queda progressiva na colonização, que não pode ser atribuída somente às precauções, porque foi implementado um pacote, incluindo conscientização. Esta conscientização levou também a um aumento de eventos adversos, provavelmente sugerindo medo/discriminação por parte dos profissionais de saúde.

Comentários: Hoje, um hospital que não “isola corretamente” seus pacientes portadores de MDR é considerado um hospital inseguro, não merecendo selo de certificação. A CCIH é incompetente, e muitas vezes é responsabilizada pelo todo. Mas estamos fazendo certo? Os padrões são realmente discutidos com profissionais que entendem do assunto. A busca pela segurança do paciente é uma meta primária e essencial, mas as decisões técnicas devem ser feitas por técnicos da área. Neste caso, vemos claramente que uma estratégia potencialmente interessante, se realizada sem planejamento, pode até (se é que pode) reduzir o risco de transmissão, mas leva a outras quebras de segurança que podem não ser atribuídas localmente ao programa. Mais discussão, menos automatismo e padrões falsamente certos são o caminho, para não se perder o caminho correto da segurança. Afinal, somando-se os vetores, os pacientes tiverem prejuízo ou benefício coma estratégia?
Marcado:Infecções hospitalares, MDR, Precauções
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