Febre de origem indeterminada e marcadores inflamatórios

Artigo: Relationships between Causes of Fever of Unknown Origin and Inflammatory Markers: A Multicenter Collaborative Retrospective study

Autores: Toshio Naito, Keito Torikai, Masafumi Mizooka e mais

Local: Multicêntrico – Japão

Fonte: Intern Med 54: 1989-1994, 2015

O estudo: O leucograma, VHS, procalcitonina e proteína-C reativa (PCR) são utilizadas como auxílio na diferenciação das possíveis causas de febre de origem indeterminada. Os autores procuraram entender o poder discriminativo destes exames.
Resultados: Participaram deste estudo 17 hospitais (de 99 convidados). As definições de febre foram as clássicas, propostas por Durack. Os diagnósticos finais foram classificados em Doenças Infecciosas (DI), tumores, Doenças Inflamatórias Não Infecciosas (DINI), outras causas e causa desconhecida.
Os achados principais foram:
– Diagnóstico: DI 23,1%, DINI 30,6%, tumores 10,7%, outras 12,4% e causa desconhecida 23,1%.
– Valor dos exames: Como mostrado na tabela 2, nenhum dos exames foi útil para discriminar as causas de febre.

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Comentários: É um estudo retrospectivo, o que sempre representa um viés, especialmente na seleção de pacientes, intervenções prévias e momento de indicação dos exames.. De um modo geral, o estudo reforça a ideia que exames inespecíficos são bastante limitados. Os dados clínicos e exames mais específicos (quando bem direcionados) são mais importantes. O grupo de outras causas teve resultados um pouco mais discrepantes, até por causa da maior heterogeneidade de causas. Cabe lembrar que para algumas doenças específicas, estes exames podem ter maior significado. A incidência de neoplasias foi maior nos pacientes com leucopenia. Surpreendentemente, os níveis mais altos de procalcitonina não corresponderam a uma maior incidência de DI. Todos os pacientes com neoplasia apresentaram VHS aumentado.

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